
Cada exemplar capturado é identificado, fotografado, examinado, vacinado e recolhem-se amostras para análises biológicas e genotipagem*. Cada lince-ibérico é ainda equipado com um colar emissor, que não só ajuda a detetar sinais precoces de problemas físicos como também revela comportamentos e deslocações, permitindo mapear riscos reais no terreno. Foi assim que se identificaram os troços mais perigosos de estradas, onde a velocidade das viaturas e a curiosidade natural dos linces-ibéricos formam uma combinação letal — ameaça só possível de enfrentar com dados precisos e atuação rápida.
*Genotipagem - técnica molecular usada para determinar a composição genética de um organismo.
No final da monitorização, os animais foram libertados no seu habitat natural.
Os 26 dias de trabalho de campo decorreram em oito áreas, com início em Odeleite e fim na zona de Serpa.
Veja o vídeo.
Sabendo que o atropelamento é a principal causa de morte não natural do lince-ibérico, conduza com prudência, para sua segurança e da vida selvagem!

Imagens dos trabalhos de monitorização do lince-ibérico.